Nossa cidade

O Rio Grande, afluente do São Francisco, corta a cidade com suas águas calmas e azuis

O Rio Grande, afluente do São Francisco, corta a cidade com suas águas calmas e azuis

Quem acha que as belezas da Bahia estão somente em Salvador, é porque não conhece a região oeste; mais precisamente Barreiras, a aproximadamente 800km da capital. Fundada em 1891, Barreiras é hoje o décimo município mais populoso do estado e o 3º maior IDH da Bahia. Com pouco mais de 150 mil habitantes, é um importante pólo tecnológico, econômico, educacional, turístico, cultura e do agronegócio da Bahia.

Barreiras junto as suas cidades circunvizinhas compõe a maior região agrícola do nordeste, além da agricultura irrigada familiar presente no município, com destaque para a produção de frutas. Além dessas potencialidades, pode-se perceber também intensa atividade comercial abastecendo toda região num raio de 300 km. Hoje, por força de seu grande desempenho nos setores do comércio e da prestação de serviços, Barreiras ocupa a posição entre os maiores centros econômicos e populacional do estado e o principal da região nacionalmente conhecida pela força de seu agronegócio.

Um pouco de história

A história das primeiras comunidades presentes no oeste da Bahia remonta à história do início da colonização do Brasil. O gado foi um fator importante para a penetração das primeiras populações na região, visto que os grandes rebanhos iam avançando às terras inexploradas, banhadas por pequenos rios de águas claras.

Cais de Barreiras no início do século 20

Barcas chegam ao cais de Barreiras no início do século 20

O rei de Portugal, no final do século 17, ordenou que novos povoados fossem fundados nas bacias daqueles rios. A ordem foi apenas um complemento para um movimento que já estava se consolidando. Com o bom avanço comercial, barqueiros e aventureiros subiam o Rio Grande e exploravam áreas desabitadas, culminando na formação de novas comunidades. Com o aumento das navegações no Rio Grande dois pontos distintos surgiram. O primeiro tinha característica de desembarque de mercadorias, que eram deslocadas para Goiás e Piauí. O outro ponto localizava-se na parte inversa do rio e tinha função de escoar a produção local até as regiões exploradoras de ouro de Minas Gerais. Foi nesse local que uma comunidade começou a surgir e levou o nome de São João de Barreiras.

A região de São João de Barreiras viveu como um pequeno entreposto durante cerca de 150 anos. Em 1850, aCentro de Barreiras (próximo ao cais), no início do século 20 localidade começou a conhecer um desenvolvimento maior, com a passagem dos povoadores que buscavam atravessar os rios São Francisco e Grande para se dirigirem a Goiás. O desenvolvimento foi ainda mais estimulado a partir de 1880, quando um produto nativo, a borracha de mangabeira, começou a atrair a atenção econômica. A imigração de trabalhadores se tornou forte e o lugarejo começou a se transformar em uma cidade, com os rios recebendo um grande número de navios.

Com a diminuição da atividade econômica da borracha, o município de Barreiras entrou no século XX com um processo de ocupação lento e com um crescimento econômico diminuto. As principais receitas da cidade vinham da pecuária extensiva e da agricultura de subsistência. Com o aproveitamento dos rios para a obtenção de energia, Barreiras ganhou um novo impulso. Em 1928, foi construída no município a segunda hidroelétrica da Bahia, que fez com que indústrias se instalassem na região. Desse modo, em pouco tempo, a cidade que praticamente não crescia economicamente viu surgir frigoríficos, máquinas beneficiadoras de arroz e algodão, fábricas têxteis, curtumes e empresas especializadas na extração de borracha.

Os bons tempos econômicos de Barreiras duram até 1964. Neste ano, a hidrelétrica foi desativada, fazendo com que a economia do município mergulhasse no caos. Sem meios de transporte, já que os canais de navegação e o aeroporto também foram fechados, a cidade se transformou novamente em um local sem atrativos. Essa situação durou quase dez anos e só começou a se modificar na década de 70, quando foi concluída a rodovia Salvador/Brasília (BR 242). Pouco depois, o município foi beneficiado com projetos de irrigação, patrocinados pelo Codevasf, que fez com que a cidade voltasse a se desenvolver.

Economia

A região é um dos maiores pólos agrícolas de todo o país

A região é um dos maiores pólos agrícolas de todo o país

Com grande vocação para a agropecuária, Barreiras, acabou destacando-se como maior produtor de café e segundo maior produtor de soja, milho e algodão do Oeste do Estado. Os Principais produtos agrícolas do município constam da produção de grãos – soja e milho, café irrigado, algodão e da pecuária a exploração bovina. Na safra 2005/2006 o Oeste do Estado explorou e produziu o correspondente a 870 mil hectares e 1.983,6 mil toneladas. Nos últimos anos, foi-se detectada no município, uma das três maiores reservas de tálio do mundo, mineral explorado atualmente apenas pela China e o Cazaquistão. A reserva encontrada tem capacidade de atender toda a demanda  mundial por seis anos. O minério é utilizado hoje desde a indústria médico-farmacêutica, até o setor de inseticidas, construção civil e eletrônica. O grama custa, em média, 6 dólares.

Barreiras é hoje, uma cidade de porte médio com um centro comercial e de serviços em pleno desenvolvimento. Começa a despontar no cenário nacional como porta de entrada do mais novo pólo de ecoturismo da Bahia, Caminhos do Oeste. O turismo ecológico é hoje uma atividade em franca expansão em todo o mundo, uma indústria geradora de empregos, desenvolvimento e progresso e aqui surge sem dúvida nenhuma, como mais uma fonte de receitas para o município e ainda possibilita valorizar os recursos naturais, preservar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.

Turismo

Não há quem não se apaixone pelas águas de Barreiras: Cachoeiras, rios, corredeiras, vales… o ecoturismo é realmente exuberante e único na região! Praticar canoagem ou andar de jet-ski no Rio Grande, fazer bóia-cross no Rio de Ondas, andar em trilhas na caatinga e apreciar as cachoeiras do Acaba Vida e Redondo são algumas das opções. A companhia de um guia de turísmo é o ideal para explorar as belezas da região. A cidade também é famosa pela celebração das festas do Divino Espírito Santo e de São João, padroeiro do município.

Barreiras é uma cidade de águas doces, recortada por rios em toda a sua extensão. O maior e mais importante é o Rio Grande; afluente da margem esquerda do Rio São Francisco. Destaque na paisagem da cidade, o rio forma uma verdadeira ilha fluvial em torno do Centro Histórico. Sua vasta extensão é ideal para a prática de esportes náuticos e pesca esportiva. Se quiser incrementar o passeio, basta seguir de barco até Barra, ponto de encontro com o São Francisco e, a partir daí, seguir viagem nas águas esverdeadas do Velho Chico.

Com águas cristalinas, o Rio de Janeiro percorre cerrados e vales férteis, formando diversas quedas d’água em toda a sua extensão. As mais famosas são as cachoeiras do Acaba Vida e do Redondo, com belas piscinas naturais, excelentes para banho. O rio segue pelo município até desaguar no Rio Branco, próximo à Serra Geral, acompanhando a paisagem rural da natureza em sua plenitude. O Rio Branco recorta os povoados de São Vicente e Cantinho do Senhor dos Aflitos, entre fazendas e pequenas comunidades em harmonia com o meio ambiente.
Emoldurado por serras e grandes veredas de buritis, o Rio de Ondas desponta em um cenário deslumbrante, um verdadeiro paraíso natural na cidade de Barreiras. O rio mescla espaços para banhos com trechos raros, o que permite a sua travessia a pé ou no lombo de animais.

Cachoeira do Acaba Vida

Cachoeira do Acaba Vida

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Vista para o cais da cidade, local do antigo porto de Barreiras

A Lagoa Azul, próxima à Barreiras

A Lagoa Azul, próxima à Barreiras

Cachoeira do Redondo: um dos principais pontos turísticos da cidade

Cachoeira do Redondo: um dos principais pontos turísticos da cidade

Orla do antigo cais de Barreiras. Local de nascimento da cidade

Orla do antigo cais de Barreiras. Local de nascimento da cidade

Edifício Histórico Sertaneja, de 1919, no centro histórico

Edifício Histórico Sertaneja, de 1919, no centro histórico

Ruínas do antigo matadouro

Ruínas do antigo matadouro

Feira livre municipal

Feira livre municipal

Catedral São João Batista: passado x presente

Catedral São João Batista: passado x presente

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